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sábado, 11 de abril de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009
João Gilberto bossa na Espanha

O icônico calçadão em verde e amarelo e nada mais. O cartaz que anúncia o concerto de João Gilberto no dia primeiro de junho no Gran Teatre del Liceu aqui em Barcelona estampa as ruas da cidade com design retrô que deixa o ruído de fora e é pura bossa.
Antes de Barcelona, um concerto único acontece no Palácio de Congressos de Madrid no dia 29 de maio.
O La Vanguardia aqui de Barcelona anunciou o evento, ou acontecimento em se tratando de João Gilberto, com antecedência, destacando o brasileiro como um dos nomes mais influentes das últimas cinco décadas de História da música.
O La Vanguardia aqui de Barcelona anunciou o evento, ou acontecimento em se tratando de João Gilberto, com antecedência, destacando o brasileiro como um dos nomes mais influentes das últimas cinco décadas de História da música.
E o El País, em artigo de mais fôlego, relata a trajetória do gênio de forma entusiástica.
Os ingressos já estão à venda (aqui) e variam de €27 (R$ 77) a €146 (R$ 417). Mas se a sua bossa for mais o pop, o show da Madonna que rola em julho no Estádio Olímpico sai mais em conta. Para botar as mãos nas entradas mais vip da americana, só há que se desembolsar €139.50.
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sábado, 21 de março de 2009
Descoberta de petróleo no Centro, esculacho da polícia e previsões do futuro: A semana em Barça, babe
Onde tem petróleo, tem fogo. Não? Ora, olhe para o pessoal do leste. Aqui, o efeito do jorro (¡) do ouro negro bem no Centrão não só vai obrigar os camelôs itinerantes da estátua do Cólon a procurar sua turma, mas deixou a polícia (carinhosamente conhecida por Mossos d'Escuadra) em estado de espírito quarto-mundista.
Mas vamos por partes:
2 > Durante anos, do alto de torre de 60 metros ao sul das Ram-Ramblas (turistas + malandros + putanas + freedie + hash), a estátua de um orgulhoso Colombo tem apontado para frente distraindo a todos. Agora alguém resolveu olhar para baixo e encontrou petróleo aos pés do grande descobridor - convertido aqui em encobridor tras ocultar tamanha riqueza por anos. Calcula-se que quando as explorações atingirem força total, Barcelona vai abrir mão do turismo como indústria primordial para sua sobrevivência e dedicar-se full time aos combustíveis fósseis (uma mistura de gregos e romanos de safras antiqüíssimas, agora líquidos, negros e escorregadios).
4 > A polícia, os mossos, ora, desceram o cacete em estudantes, jornalistas e quem mais estivesse pela frente (ou por trás) em manifestação de universitários contra a polêmica reforma do sistema educacional Europeo (Plano Bologna, nada a ver com pizza, por enquanto). Investigações, arremesso de tintas, sindicatos e ¡oba-oba! são parte da repercussão que, como as filas do desemprego, não pára de crescer. (Links, links e mais links!)
7 > O colapso como propulsor de revoluções sociais partindo de novas propostas arquitetônicas. Em sua quarta edição, o festival de arquitetura EME3 pretende investigar soluções inovadoras valendo-se de uma salada de instalações de estudantes (muitas) e a presença de pensadores (poucos) como o filósofo parisiense Gilles Lipovetsky (já disse, Paris, 1944).
Essa mescla de visões vem acontecendo no coração da cidade velha, o Raval, bairro que não é estranho a transformações radicais e demandas sociais urgentes em andamento.
Exageradamente considerado o Sonar da arquitetura, o EME3 numa primeira olhadela me pareceu mais uma competição de maquetes escolares (muito isopor e papelão, pouca inovação). A proposta que mais me chamou atenção foi a sarcástica idéia para uma cidade emergencial, a ser montada num transatlântico de luxo para abrigar cerca de 2000 pessoas quando a sociedade como a conhecemos finalmente pifar e a luz vermelha do salve-se quem puder começar a gritar. A fina ironia do conceito e a forma visual como foi detalhado obtiveram resultado interessante.
No mais, a quantidade de material gasto para chamar a atenção para a era de consumo turbinado, desperdício e perda de identidade de bairros tradicionais da cidade que agora entram em choque com turismo 3.0 por atacado são uma contradição por si só. Gilles Lipovetsky (La société de déception, L'écran global, Les temps hypermodernes) ficaria chocado com os kilos de material que vão para o lixo hoje à noite quando a turma do festival empacotar tudo e, junto das pouco competentes e nada simpáticas assessoras de imprensa do evento, celebrarem a esperança que ainda resta de acordo com o filósofo - com muita pizza e poro.
1 > Sin, hay contradicciones y, por lo tanto, queda esperanza. A cidade começa a produzir milhões de folhas para a primavera e, olhasó, Penélope estreou e enquanto o ônibus não vem, miramos seu rostinho grandão nas cores do sombrio Abrazos Rotos, drama fresco que acaba de sair do forno almodovariano.
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domingo, 8 de março de 2009
Efeito Tropicália rompe clichês do movimento na caótica Barcelona

Depois de virar balzaquiana e ser tema de uma marcante exposição em Londres em 2006, a Tropicália agora chega a Barcelona como uma revolução cálida e amável onde se pensa, se dança e se celebra.
Até o mês de maio, o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona promove “O Efeito Tropicália”, reafirmando o interesse europeu pelo movimento que foi divisor de águas na cultura brasileira.
Se no Barbican de Londres a tentativa de reunir Os Mutantes e a participação de fundadores do movimento foram pontos altos, o Macba de Barcelona propõe uma agenda mais lado B.
Com um programa revelador dos desdobramentos e influências mais contemporaneos do Tropicalismo, a série de shows homenageia Rogério Duprat sem deixar de fora as distorções da bossa de Arto Lindsay.
E artistas considerados pelos curadores a expressão do novo som brasileiro, como Kassin mais dois, são o prato principal oferecido pelo Macba.
Tem também Rebeca Matta, que mostra pela primeira vez em Barcelona seu som que vai muito além das influências de Tom Zé e Chico Science no que seria a expressão perfeita do canibalismo estético proposto pelos tropicalistas.
E a participação do paulista radicado em Barcelona Wagner Pá é mostra das reais intenções de “O efeito Tropicália”. Figura chave no agito da cena multicultural da cidade, o trabalho de Wagner, verdadeiro embaixador do som brasileiro por aqui, é o tropicalismo contemporaneo na prática.
O rompimento e vanguarda do Tropicalismo ficam a vontade na geléia geral que é a Barcelona contemporânea. Por aqui, ninguém é estranho a uma já estabelecida cena do som brasileiro.
Mas para os ouvidos de um certo público Europeu só acostumado ao som de bossa nova mainstream e suas versoes lounge cool a mostra é oportunidade única de entender onde tudo começou.
“O Efeito Tropicália” certamente romperá com percepções limitadas e estabelecerá novos horizontes para o som brasileiro por aqui.
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sábado, 7 de março de 2009
Homem que copiava vende fiado a partir de amanhã
Aqui no Raval, prevenir é melhor que remediar (!). Hoy no se fia, mañana si.
E no cartaz maior o gerente do cyber café (não se diz mais cyber café) deixa claro que cópias de documentos, principalmente passaportes, só saem dali com o carimbo "cópia" (opa!).
Será que o aviso foi visto pela quadrilha de falsificadores presa dois quarteirões acima há menos de um mês? Improvável - as dezenas de passaportes apreendidos não levavam (nem na frente, nem no verso), qualquer sinal que indicasse o reconhecimento de seu status pouco original.
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